Alternativa Orgânica

Organicas

O mineiro Renan Carvalho é um grande curioso sobre gestão de organizações. Começou a carreira como micro empresário. Faliu um ano após a graduação como Engenheiro Agrônomo. Foi para os Estados Unidos onde trabalhou como mão de obra na agricultura e na construção civil, fez um MBA e acabou contratado como executivo de uma empresa de telecomunicações. Era o sonho realizado: emprego e bom salário em terras americanas. Porém este sonho logo virou pesadelo porque ele não suportava ter que lidar com hierarquia, política, vaidades, conflitos por poder, incoerências e uma infinidade de outros clichês. O emprego durou menos de três anos e foi o único que teve.

Transformar as empresas em um local onde é possível ser feliz

Largou tudo movido pelo desejo de melhorar o ambiente de trabalho nas empresas. Começou como consultor autônomo. Voltou ao Brasil e mergulhou em gestão estratégica de pequenas e médias empresas, reestruturação e mudança comportamental. “Fui aumentando a abrangência da consultoria na tentativa de conseguir transformar as empresas em um local onde as pessoas trabalhassem felizes”, diz ele. Renan atuou em dezenas de empresas onde percebia o mesmo dilema: pessoas desmotivadas por hierarquias, vaidades, burocracias, vontades e incoerências. “Pensei que talvez isso fosse um problema só meu. Ou só das empresas em que eu atendia. Então consultei os índices de rotatividade no Brasil e vi que, segundo o Dieese, em 2011, 54% das pessoas trocaram de emprego. Ora, se alguém sai do emprego é porque não está feliz (ou o empregado ou a empresa). Portanto esses índices alarmantes mostram que trabalho está se tornando, cada vez mais, sinônimo de infelicidade e insatisfação”, explica e completa: “Nada é mais desmotivador do que trabalhar em uma organização cujo propósito é gerar retorno para acionistas, estar submetido a uma hierarquia e seus planos financeiros e ser tratado como “recurso” humano ou seja, peça de uma grande máquina. As pessoas não querem e não toleram mais isso e as empresas não estão sabendo o que fazer”.

Atualmente Renan atua como Coach e Educador voltado à mudança dos paradigmas da administração e ao desenvolvimento de uma nova alternativa para as empresas, a alternativa orgânica.

Mas, o que são empresas orgânicas?

São aquelas empresas cujos líderes, em algum momento, decidiram rejeitar completamente o modelo de administração tradicional (baseado no comando e controle) e desenvolver suas empresas de uma maneira alternativa. Estes líderes conseguiram então, desenvolver organizações com uma cultura muito diferente de todas as outras empresas. Empresas sem hierarquia, sem organogramas e sem processos burocráticos. Empresas que, para observadores externos, se caracterizam por possuírem alguns princípios comuns:

– O propósito é servir, e não enriquecer os acionistas.
– A estrutura é formada por times, e não por hierarquias de poder.
– Ela funciona como um organismo vivo, e não como uma máquina.
– As pessoas são tratadas como seres humanos, e não como recursos humanos.
– As pessoas são motivadas por autonomia, e não por dinheiro.
– O crescimento é natural, e não baseado em planos financeiros.
– Os líderes têm paixão, e não uma posição que lhes confere autoridade.

O que felicidade tem a ver com tudo isso?

Para que empresários e líderes consigam desenvolver suas empresas de maneira orgânica cultivando os princípios listados, é fundamental que revejam as crenças que lhes foram impostas por condicionamentos sociais e econômicos, e que hoje direcionam suas decisões. Uma dessas crenças que precisa ser revista é o conceito de “felicidade”, pois este conceito anda muito distorcido na cabeça das pessoas.

A maioria das pessoas está condicionada a aceitar que é feliz quando tem suas necessidades atendidas, ou seus objetivos alcançados ou seus sonhos realizados (geralmente materiais). Se analisarmos este contexto de forma mais abrangente, percebemos que a grande maioria destas necessidades, objetivos e sonhos não brotam do interior da pessoa, mas são plantados pelo sistema econômico/social que precisa deles para mover a máquina. E pessoas que aceitam se submeter a isso, muitas vezes sem perceber, na verdade vivem um estado de permanente infelicidade, intercalado por poucos e rápidos momentos de felicidade.

Esta é a grande distorção. Felicidade deveria ser o estado permanente das pessoas, e não o temporário. Para alcançar este estado permanente é preciso quebrar toda uma crosta de condicionamentos externos, e descobrir as necessidades, objetivos e sonhos que brotam do interior da pessoa. Líderes que conseguem fazer isso, conseguem desenvolver organizações que giram em torno desta felicidade permanente. Esta é a empresa orgânica.

Por que você largou tudo para fazer o que realmente acredita e gosta?

Porque acredito que descobri o que é viver neste estado de felicidade permanente. Um estado que defini como: Estar plenamente realizado com o momento presente, estar fazendo aquilo que tenho paixão e levando felicidade aos outros, e estar livre de expectativas e julgamentos em relação ao mundo e em relação às pessoas.

Quer saber mais? http://www.organicas.org
Sugestão de leitura: http://www.organicas.org/livros/

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