Cidades cravadas no coração

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Vejo posts de colegas que conheci em viagens, mostrando que voltaram à cidade que nos encontramos, cumprindo a promessa feita em algum desabafo, naquele momento em que estávamos tão longe de casa. Gente que já tinha ficado um ano inteiro naquele pedaço de chão para estudar ou trabalhar e que sofreu ao ir embora, que ainda revê as fotos e que se reúne com brasileiros, companheiros daquele momento do passado, para reviver a cidade.

Fico pensando sobre este movimento de voltar às diferentes cidades que fizeram cada um sentir-se feliz e mesmo “em casa” por alguns dias, meses e até anos. Aqueles lugares no mundo que tornam-se especiais, uma lembrança frequente e onde, muitas vezes, queríamos ter nascido. Mas, o que verdadeiramente torna um espaço no mundo marcante em nossos corações?

Pode ser a soma da cultura local, as pessoas, as diversões, o clima. Quem sabe a acolhida recebida ou mesmo uma paixão eternizada. Já me peguei falando várias vezes que gostaria de voltar à Índia para novamente ter sentimentos únicos vivenciados lá. Estar no meio do caos total e sentir-se livre, sem controle de nada. Rodar de tuctuc pelo trânsito barulhento, esfumacento e apenas sentir o vento no rosto. Simples assim…

Mas, será? Será que voltar à uma cidade cravada positivamente nas nossas mentes e corações pode ser novamente bom e atender nossas expectativas? Ou esta volta pode se tornar frustrante? O ponto é que todos os sentimentos estão do lado de dentro, o que nos possibilita vivenciá-los independentemente do lugar. Adiar ou depositar a expectativa que somente lá será assim, é postergar “sentir isso” no momento presente❤

Os aromas da Índia, os bares de Dublin, a alegria da Bahia, a calmaria no interior da Inglaterra, a inexplicável Nova York, o amor pelo sertão nordestino…! O que eu sinto, o que você sente. Tudo faz parte da gente. A vida passa rápido. Podemos reviver os sentimentos inesquecíveis de uma terrinha distante, mas não esperar por um novo momento lá para ser feliz. A vida acontece agora e não “quando” e “se”.

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